Edijane Costa - Doctoralia
Rua de Júlio Dinis, 748 4º Drt - S/403 Parque Itália
+351 915 846 816
consultadepsicologia.porto@gmail.com

As 9 atitudes Mindfulness, descrita por Jon Kabatt-Zinn no livro “Full Catastrophe Living (1991)” ( que inicialmente eram 7) podem ser facilmente trazidas para a nossa vida diária auxiliando na regulação dos níveis de stress e nosso bem estar geral. Vamos conhecê-las?

  • Não Julgar: O Mindfulness é a capacidade de manter a consciência plena no momento atual e sem julgamentos. É desligar o piloto automático e passar a observar e aceitar sem julgar (1º atitude) as emoções ou sensações da experiência presente. O próprio Kabatt-Zinn admite que a parte do não julgar é um dos grandes desafios do Mindfulness. Vamos tentar?
  • Paciência:  Atributo normalmente reconhecido nos sábios, a Paciência tem sustento no autocontrole emocional, na nossa capacidade de tolerar frustrações e adiar gratificações, sem perder a calma, a paz e o foco nos resultados que se pretende alcançar.
  • Mente de Principiante: Jon Kabat-Zinn afirmou que “Muito frequentemente nós deixamos que nossas crenças sobre o que nós “sabemos” nos impeça de ver as coisas como elas realmente são (…) mente de principiante, a mente que quer ver todas as coisas como se fosse a primeira vez”. Quer tentar? Pode começar por olhar para a pessoa que está ao seu lado como se não a conhecesse, garanto que vai ficar surpreendido(a)…
  • Confiança: Aprender a confiar em si próprio, na sua intuição, nos seus sentimentos, na sua experiência (mesmo com os erros) e conhecimento são fatores fundamentais para torná-lo um ser humano pleno, único e responsável pelas suas escolhas e bem-estar. Para Kabat-Zinn: “Alguém que esteja imitando outra pessoa, não importa quem seja, está indo na direcção incorrecta. É impossível se transformar em quem quer que seja. A sua única esperança é se transformar em você mesmo completamente”.
  • Não Lutar: Parece um paradoxo, mas faz todo o sentido. O que se pretende com esta atitude é que apenas possamos nos permitir sentir a nossa mente, sem lutar contra os pensamentos e emoções que possam surgir. Não resista. Não se esforce. A melhor maneira de alcançar os seus objetivos é reconhecer e aceitar as coisas com elas são e não lutar contra isso. Lembre-se: “Tudo aquilo que você resiste, persiste”. Carl Jung
  • Aceitação: Muitas vezes temos dificuldades em aceitar os acontecimentos e situações da vida como realmente são. Perdemos tempo e energia tentando negar, resistir e modificar aquilo que não conseguimos aceitar, até mesmo em nós próprios. Aceitar não é se manter passivo diante dos acontecimentos, mas reconhecer os seus limites diante de situações que são inevitáveis e agir para a mudança.
  • Deixar ir: pressupõe soltar tudo que nos prende, não importa se positivo ou negativo, pois será sempre uma experiência libertadora. Quando nos apegamos em demasia a um determinado pensamento, situação ou acontecimento mesmo positivo, podemos gastar tempo e energia tentando ou prolongar uma sensação agradável ou lutando contra uma sensação desagradável que a medida em que lutamos, intensifica. “Deixar” ir é uma maneira de permitir que as coisas sejam, de as aceitar como são, e apenas assistir passar pela nossa mente… seja um pensamento, uma sensação física, uma emoção, uma memória…
  • A Gratidão: Ser grato, hoje, agora, já… Pelo que tem, pelo que é, por estar vivo, por respirar… Muito ou pouco, agradeça! São inúmeros e comprovados os benefícios psicológicos da gratidão. Esta emoção está voltada para o apreço daquilo que se tem. O filósofo Alphonse Karr, já dizia “Algumas pessoas reclamam que rosas têm espinhos; eu sou grato porque os espinhos têm rosas”. Que tal começar a praticar a gratidão agora? Pare um instante e procure na sua mente: Pelo que você é grato?
  • A Generosidade: É o desejo sincero de tornar a vida dos outros mais fácil e agradável. A Atenção, o Estar Presente, o Cuidado, o Carinho para com o outro são formas genuínas de generosidade que muito além dos bens materiais. Simone de Beauvoir afirmou que “Esta é o que considero a verdadeira generosidade. Você dá tudo de si, e ainda sente como se não tivesse lhe custado nada”. Vamos tentar?