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E a sua autoimagem, como vai?


A nossa autoimagem corresponde a forma descritiva de como nos vemos e construímos a nossa imagem, é como se fosse o nosso "espelho interno". Esta perceção, consciente, ajustada ou não, interfere na maneira como nos relacionamos com o mundo e na nossa autoapreciação (autoestima).

Uma autoimagem que seja demasiadamente positiva poderá condicionar a nossa capacidade de apreciar os outros e de sermos empáticos, tornando-nos egocêntricos, desagradáveis e indesejáveis nas relações interpessoais.

Por outro lado, uma autoimagem negativamente distorcida irá influenciar (ou ser influenciada) por um constructo psicológico importante, que é a nossa autoestima, ou seja a nossa capacidade de gostarmos de nós próprios. Uma autoestima baixa pode se traduzir em sentimentos de inferioridade, incapacidade, insegurança, desesperança, apatia, desvalorização pessoal, entre outros, além de condicionar o nosso autoconceito (a opinião que temos sobre nós próprios).


A manutenção de uma autoimagem e autoestima adequada e que favoreça o nosso bem-estar psicológico deverá depender apenas de nós próprios.

Todos estes constructos psicológicos (autoestima, autoimagem, autoconceito, etc.) fundamentam o self  ou selfs (já que podemos ter muitos) e vão necessitar de um incessante exercício de autoconhecimento e autoaceitação.

De todo modo, um psicólogo clínico poderá lhe auxiliar, caso o exercício de olhar para si próprio lhe provoque sofrimento psíquico ou lhe traga prejuízos nas relações familiares, sociais e laborais.

 

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Minha mente não pára!

A mente ansiosa encontra sempre temas para preocupações e medos, por norma os pensamentos ruminantes são negativos e insistentes, gerando sofrimento e desgaste físico e psicológico. Mas existem algumas estratégias básicas que ajudam a minimizar ou até solucionar de vez o problema. Que tal tentar?Minha mente não para!

  • Procure questionar, confrontar os seus pensamentos, mas não alimentá-los - Faça um teste de realidade aos seus pensamentos e veja qual a probabilidade de que algo que o preocupa realmente venha acontecer. E se ainda tiver dúvidas, tente aceitar a incerteza. É pouco provável que tenhamos a certeza de algo e, apesar da sensação que possa ter de que preocupando-se conseguirá controlar ou “prever” algumas situações indesejáveis, na prática isto apenas servirá para manter a sua mente “pre”ocupada.
  • Reserve um momento para se preocupar, focar e organizar-se – Procure direcionar a sua preocupação às questões que realmente possa fazer algo para resolver, distinguindo-as daquelas que não dependem de si. Faça listas com planos e datas para resolvê-las. Se acordou ao meio da noite preocupado com a incerteza de que pagou a conta do gás, o melhor a fazer é anotar esta preocupação num papel e voltar a dormir com a mente mais aliviada.
  • Respeite-se, respire e relaxe – Se aprendeu a confrontar os pensamentos negativos e a reservar momentos para analisar e buscar soluções para as preocupações reais, procure também respeitar o tempo que tem reservado para si, ou seja, tente adiar uma preocupação quando ela surgir em horas impróprias e aprenda a relaxar. Encontre atividades de lazer e relaxamento que lhe causem prazer. As opções são muitas (caminhar, correr, yoga, pilates, mindfulness, sair com os amigos, passear o cão, ler, etc.) e adequadas ao estilo de vida de cada pessoa.

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Pensamentos Negativos: 4 Dicas para Ajudar a Superá-los

Todos sabemos que os nossos pensamentos refletem os nossos anseios, medos e desejos mais íntimos. Por vezes, o nosso diálogo interno é positivo e motivador, outras vezes destrutivo e em tom de autossabotagem, causado por pensamentos negativos que minam a nossa mente.
Existe uma frase bastante conhecida que afirma que “nós somos aquilo que pensamos”. Portanto, a partida, podemos afirmar que temos alguma informação sobre o facto de que os pensamentos têm consequência nas atitudes que temos perante a vida e, desse modo, nos nossos comportamentos. Mas o que fazer para controlar aquilo que pensamos ou melhorar o conteúdo dos nossos pensamentos, tornando estes nossos aliados e não inimigos?Diapositivo1

Uma boa dose de autoconhecimento e um autoconceito ajustado são fundamentais neste processo, pois “pensamento não é realidade”, mas condiciona os nossos sentimentos e comportamentos. Daí que conseguir distinguir entre aquele pensamento negativo que de facto reflete a realidade e aquele que é apenas fruto da nossa mente insegura, ansiosa e cansada, não seja uma tarefa fácil. Por exemplo, uma pessoa que tende a pensar que é incompetente para desempenhar determinada atividade, mesmo que a desempenhe com êxito, pensará sempre que o resultado foi medíocre e se sentirá triste e insegura.
Porém, é possível modificar e controlar estes pensamentos negativos que sabotam a nossa autoestima e geram sentimentos ruins dentro de nós. Como? Confira algumas dicas de estratégias que preparamos:
• Identifique os pensamentos negativos. Tentar descobrir quais são os seus pensamentos de autossabotagem é importantíssimo para uma reestruturação destes pensamentos e também para conhecer quais são os seus “gatilhos mentais”, ou seja, quais são as situações geradoras destes pensamentos.
• Identifique os efeitos dos pensamentos negativos. Pode parecer simples, mas não é. Sempre que se sentir triste, desesperançado, abandonado (entre outros sentimentos negativos) procure descobrir qual foi o “gatilho mental” que disparou estes sentimentos, questione-se: qual foi a situação que vive e o pensamento que tive antes de me sentir assim? Conseguir distinguir as emoções e sentimentos negativos originados por situações reais e não apenas pelos pensamentos é a base da solução de alguns conflitos mentais que causam sofrimento psíquico.
• Procure sempre ter consciência sobre o próprio pensamento. Isto envolve “pensar sobre o pensamento”. Assumir a responsabilidade sobre o nosso conteúdo mental implica compreender que muitas vezes seguimos um determinado padrão de pensamento que gera sentimentos e consequentemente comportamentos. Faça perguntas simples do tipo “no que estava pensando quando senti medo de ir falar com ele?”.
• E nunca, jamais tente ignorá-los. Muitas situações desagradáveis reais podem ser a fonte destes pensamentos e tentar ignorá-los pode gerar conflito interno, uma vez que a fonte do problema não estará resolvida. E por outro lado, é quase impossível ignorar um pensamento intrusivo quando este surge. Portanto, partindo do princípio de que já identificou o pensamento negativo, tomou consciência deste e conhece os seus efeitos, o próximo passo será mesmo enfrentá-lo. Para isto, uma boa estratégia é tentar fazer um teste de realidade ao seu pensamento. Verifique qual a probabilidade de seu pensamento negativo ser mesmo real ou apenas resultado da sua mente e tome uma atitude para modificar aquilo que o provoca.

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Acabe com a Procrastinação em 8 passos

Aquela nossa dúbia capacidade de adiar continuamente a realização de uma tarefa (ou várias) tem nome, chama-se procrastinação. E, procrastinar, pode até ser considerado normal, mas torna-se muito preocupante quando esta atitude começa a trazer prejuízos para a vida profissional ou pessoal.

Protelar frequentemente a tomada de decisões simples ou importantes e a realização de tarefas, mesmo as mais banais, como ir ao supermercado, enviar um e-mail e telefonar a um amigo, pode indicar que algo está mal na sua vida, e é bem possível que estejamos a falar de um procrastinador crónico. Sim, ele existe. É certo que, em alguns momentos das nossas vidas é possível que tenhamos tido uma atitude de procrastinação em relação à realização de tarefas que, embora simples, nos eram menos agradáveis, porém, a procrastinação crónica expande-se para várias áreas da vida da pessoa e agrega muitos danos, além de sinalizar possíveis problemas de saúde física e psicológica.

Sentimentos de culpa, tristeza, vergonha e sensação de incompetência e irrealização são alguns dos sentimentos que podem invadir um procrastinador. O stress pelo acúmulo de tarefas a realizar ou pela sensação de incumprimento de prazos e compromissos acabam por agravar ainda mais o problema.

747305_89949398Tome nota, algumas estratégias básicas podem ajudar a superar ou contornar o problema. Mas caso persista, procure a orientação de um profissional de saúde.

  1. Comece por planear o seu dia, estabelecendo objetivos claros e prazos. Prepare-se mentalmente para realizar as tarefas. Busque as informações que faltam para iniciar a tarefa e imagine-se a realizá-la.
  2. Defina prioridades e divida as tarefas que precisar de realizar em função da preferência e grau de dificuldade e mãos à obra!
  3. Anote, anote e anote sempre os objetivos que pretende alcançar e as tarefas que tem a realizar e lembre-se de deixar estas anotações sempre à vista.
  4. Evite a todo custo as distrações digitais. Reconheça que elas consomem boa parte do seu precioso tempo e procure contornar a tentação de consultar constantemente as redes sociais, e-mails, etc.
  5. Não espere pelo momento perfeito para começar a realizar qualquer tarefa. Ele não existe. O momento perfeito é agora.
  6. Comprometa-se com a tarefa que esteja a realizar, não a subestime. Por mais simples e básica que possa parecer, esta também precisa de ser cumprida.
  7. Procure alternar uma tarefa menos prazerosa e cansativa com uma atividade mais que lhe dê mais prazer ou desperte mais o seu interesse.
  8. E, por fim, imagine a alegria, orgulho e satisfação que sentirá quando terminar a tarefa. Esta é a sua recompensa. Não existe sensação melhor do que a de um dever cumprido!

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